Os fundos de investimento FCG, que detém ações de produtores de gás natural, e UNG, que opera com contratos futuros, apresentam resultados drasticamente diferentes. Em cinco anos, o FCG obteve ganho de 90,61%, enquanto o UNG registrou perda de 76,06%.
A diferença estrutural entre os veículos define o risco e o retorno. O FCG investe em empresas de exploração e produção dos EUA, apostando na lucratividade dos produtores, o que inclui disciplina de custos e demanda por exportação de GNL. Este fundo se comporta como uma ação de energia, pois paga dividendos e segue o beta de ações.
O UNG, por sua vez, é um pool de commodities que acompanha contratos futuros de Henry Hub. Sua performance é diretamente afetada pelo custo de rolagem dos contratos, um fator que gera perda de valor quando a curva de preços está em contango, situação comum no mercado de gás natural.
Em um período de um ano, o FCG retornou 17,53% no ano até a data, enquanto o UNG caiu 6,2% no mesmo período. A análise aponta que, para horizontes de investimento mais longos, o FCG é o veículo mais eficiente para exposição ao gás natural, capturando o crescimento da capacidade de exportação de GNL dos EUA, projetada em 27,7 Bcf/d até 2030.

