O governo dos Estados Unidos anunciou o aumento do desenvolvimento e uso de Inteligência Artificial (IA) em ações de segurança nacional. A medida, formalizada por ordem executiva assinada pelo presidente, visa proteger infraestruturas críticas e avaliar riscos cibernéticos, sob a condição de não haver vigilância ilegal.
A ordem executiva, assinada em 2 de junho de 2026, garante acesso antecipado do governo aos modelos de IA mais avançados. O presidente declarou que os Estados Unidos acelerarão o uso da tecnologia em inteligência e combate, seguindo os valores americanos. O documento determina que o secretário de Defesa deve atualizar a diretriz sobre autonomia de sistemas de armas em 90 dias, buscando alinhar ferramentas de IA à cadeia de comando militar.
O memorando estabelece limites claros para a aplicação da IA. Ele proíbe que agências de segurança nacional desenvolvam ou usem tecnologias para censurar a liberdade de expressão ou realizar vigilância sem autorização legal. Além disso, o diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca explicou que a iniciativa acelera a adoção de soluções de IA de múltiplos fornecedores, prevenindo a dependência de um único sistema.
A decisão ocorre em meio a um impasse anterior com a empresa Anthropic. Em março de 2026, o Pentágono classificou a empresa como risco à cadeia de suprimentos após ela se recusar a retirar restrições que impediam o uso de sua ferramenta Claude em programas de vigilância em massa e armas autônomas.


