O ex-deputado federal afirmou que manterá sua pré-candidatura como primeiro suplente ao Senado na chapa de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. A decisão ocorre após a condenação do político pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no processo ligado à trama golpista.
O político declarou que pretende seguir como suplente na chapa encabeçada pelo pré-candidato André do Prado. A chapa, escolhida pelo PL para disputar uma vaga em São Paulo, teria o ex-deputado na primeira suplência, com Fernando Fiori de Godoy na segunda. A 1ª Turma do STF condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, além de 50 dias-multa, no valor de R$ 162,1 mil.
A sentença do STF também impôs a inelegibilidade por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal. Contudo, um especialista em Direito Eleitoral comentou que a situação ainda depende de etapas na Justiça Eleitoral. O jurista explicou que o procedimento usual seria a impugnação do registro de candidatura, mas a anotação prévia determinada pelo STF torna o pedido mais complexo.
A condenação teve origem em denúncia da Procuradoria-Geral da República. A acusação apontou que o ex-deputado atuou junto ao governo dos Estados Unidos para incentivar medidas contra autoridades brasileiras, visando pressionar o Judiciário e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

