O ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero negou ter influenciado o resgate da aerolínea Plus Ultra durante seu depoimento na Audiencia Nacional, na Espanha. Ele compareceu como investigado por tráfico de influências, lavagem de dinheiro e contrabando no caso do empréstimo à companhia aérea.
Zapatero declarou perante o juiz José Luis Calama, após mais de três horas de interrogatório. Fontes jurídicas presentes na sessão confirmaram a negativa do ex-presidente sobre qualquer interferência no resgate da empresa.
A declaração gerou pedidos de prisão provisória por parte de grupos como Vox, Hazte Oír e Iustitia Europa, que solicitaram ao Partido Popular (PP) que acionasse a medida após o fim do depoimento. A porta-voz do Congresso, Montse Mínguez, afirmou que o PSOE mantém a defesa da inocência do ex-presidente.
Enquanto isso, o presidente do governo, Pedro Sánchez, defendeu o trabalho do Executivo em sessão de controle no Congresso. O líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, criticou Sánchez, dizendo: “Você não é um democrata”.

