Um especialista alertou que ultrapassar um limiar de renda do IRMAA, um acréscimo aos prêmios do Medicare, pode elevar os custos de saúde de aposentados em até US$ 4.000 por ano. A cobrança é baseada na renda bruta ajustada modificada (MAGI) de dois anos antes e não é cobrada antecipadamente.
O IRMAA, ou Income-Related Monthly Adjustment Amount, é um acréscimo aplicado aos prêmios do Medicare Parte B e Parte D para aposentados com renda mais alta. Segundo o especialista, a regra funciona como um “penhasco”, e não uma inclinação gradual. A Administração da Previdência Social utiliza o MAGI do contribuinte de dois anos anteriores para definir a faixa de cobrança, o que significa que decisões financeiras atuais impactam faturas futuras.
O fator determinante para o impacto do IRMAA é o tipo de conta de onde o dinheiro é retirado. Saques de contas tradicionais ou 401(k) são contados como renda ordinária, sendo totalmente visíveis ao IRMAA. Em contraste, saques de Roth IRA não entram no cálculo do MAGI. Um exemplo citado mostra que um saque de US$ 90.000 de uma conta tradicional pode elevar os prêmios de Medicare em milhares de dólares para o casal.
Para evitar o aumento, o especialista sugere que aposentados comparem sua renda com a tabela do IRMAA no site oficial do Medicare.gov. Caso estejam próximos de um novo patamar, deve-se modelar se um saque ou conversão de Roth pode ultrapassar o limite. Também é possível solicitar uma recalculação junto à Administração da Previdência Social usando o Formulário SSA-44 em caso de eventos de vida que alteraram a renda.

