Pesquisas recentes indicam que 60% dos executivos brasileiros desejam mudar de carreira, mesmo ocupando posições estratégicas. O dado, levantado pelo Índice de Competitividade de Talentos (ICT) 2026 da LHH, aponta para uma transformação no mercado de trabalho e um questionamento sobre o valor da liderança.
O estudo, que ouviu mais de 4.600 líderes, revela que o antigo modelo de ascensão corporativa está em xeque. Para Gustavo Coimbra, diretor da Divisão de Recrutamento Executivo da LHH, o cenário indica uma “crise silenciosa de sentido na liderança”, onde o sucesso profissional não garante mais o propósito.
Enquanto isso, as novas gerações mantêm interesse em liderar. O estudo Global Gen Z and Millennial Survey, da Deloitte, mostra que 74% dos millennials e 69% da Geração Z gostariam de ocupar cargos de gestão. Contudo, apenas 8% e 6% dessas faixas etárias priorizam a liderança neste momento, indicando uma mudança na urgência de carreira.
O custo da função também aumentou. Gestores lidam com metas de desempenho, engajamento, saúde mental e transformação digital. Além disso, a inteligência artificial passou a auxiliar na análise de informações e tomada de decisão, atingindo os níveis diretivos. Dados da Previdência Social mostram que o Brasil registrou cerca de 546 mil benefícios por transtornos mentais em 2025.

