A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) repudiou, neste sábado (6), a decisão da União Europeia (UE) de vetar a importação de carnes, mel e subprodutos de origem animal do Brasil. A entidade cobrou um “pulso mais firme” da diplomacia do governo brasileiro, alegando que a medida é arbitrária e desrespeita acordos de 25 anos.
A FAESP classificou o veto como uma “salvaguarda descabida e arbitrária”, pois não identificou motivo técnico ou científico para a restrição. A decisão, formalizada pelo Regulamento de Execução (UE) 2026/1189, proíbe a entrada de carnes bovinas, de aves e de equídeos, além de mel e produtos de aquicultura brasileiros a partir de 3 de setembro.
A entidade argumentou que a medida é discriminatória, citando que concorrentes diretos, como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, utilizam os mesmos produtos fitossanitários sem sofrer bloqueios da UE. A FAESP afirmou que a sanidade animal brasileira é “totalmente sem mácula, sendo referência global”.
Diante do ocorrido, a FAESP solicitou que o governo federal adote uma postura mais assertiva. A federação pediu que Argentina e Uruguai se unam ao Brasil para formar um posicionamento regional unificado, visando impor respeito e soberania à agropecuária nacional no cenário mundial.

