A família de um menino que desapareceu em Rio Verde, Goiás, em 1º de novembro de 2023, vive com a saudade diária após mais de dois anos. O caso, que começou com o garoto levando o irmão à escola, segue sem solução, apesar de um padrasto ter sido indiciado e posteriormente solto por falta de provas.
O advogado do padrasto, Felipe Vilela, afirmou que a preocupação da família é constante e que eles esperam que a Polícia Civil desvende o que ocorreu com o garoto. Segundo o defensor, a família se mudou de Rio Verde após receber ameaças na igreja e no transporte público. O pedido da defesa é que a investigação não se concentre apenas em uma linha de apuração.
Um padrasto foi preso em janeiro de 2024, suspeito de matar e ocultar o corpo do menor. Contudo, o Ministério Público de Goiás revogou a prisão dois meses depois, pois não havia provas concretas ligando o investigado ao crime. O promotor de justiça Paulo de Tharso Bondi declarou que não há prova técnica que vincule o indivíduo ao desaparecimento, e o corpo da vítima nunca foi encontrado.
O menino, que era negro, desapareceu vestindo bermuda e camiseta azul. A investigação inicial foi classificada como homicídio em dezembro de 2023. O advogado Vilela defendeu que não há provas que apontem o familiar como autor, citando possibilidades como sequestro, fuga ou tráfico de órgãos.

