A indústria de apostas e cassinos online licenciada no Brasil registrou um crescimento expressivo em 2026. Dados da Receita Federal mostram que a receita das empresas dobrou nos quatro primeiros meses deste ano, elevando a arrecadação de impostos para R$ 4,5 bilhões. O setor, que já atinge patamares de contribuição fiscal comparáveis aos do tabaco e agricultura, deve ganhar impulso com a Copa do Mundo.
A expansão do mercado de apostas ocorre em meio a discussões sobre o endividamento da população e a atuação de plataformas ilegais. Segundo a Receita Federal, o salto na arrecadação fiscal indica que o faturamento total do setor foi de R$ 12,2 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026. Em comparação, o faturamento em 2025 foi de R$ 36,9 bilhões, embora o desempenho seja influenciado por variáveis sazonais.
Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, afirmou que “É um setor que está se consolidando”. Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getulio Vargas, atribuiu o crescimento à maior penetração das apostas na sociedade via publicidade. A consultoria H2 Gambling Capital projeta um aumento de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões em depósitos durante a Copa do Mundo.
O mercado regulamentado conta com 187 sites autorizados, segundo o governo. Em 2025, 25 milhões de CPFs fizeram apostas. Contudo, estudos epidemiológicos apontam um cenário de dependência preocupante, com 4,4% dos apostadores relatando “jogo problemático”, segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas da Unifesp.

