O presidente da Fiepa, Alex Carvalho, criticou a forma como o debate sobre o fim da escala 6×1 está sendo conduzido no Brasil. Ele afirmou que a discussão carece de análise técnica, sendo marcada por superficialidade e apelo eleitoral, e alertou para os impactos econômicos da medida.
Carvalho declarou que a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados ocorreu sem o devido embasamento, defendendo cautela diante dos possíveis efeitos de uma mudança precipitada. Segundo estudos do Observatório da Indústria do Estado do Pará, a alteração elevaria os custos em 13% na construção civil e 11% na indústria de transformação, o que, segundo ele, seria repassado aos consumidores.
A entidade, que conta com o apoio de mais de 3 mil organizações, espera que o Senado promova uma discussão mais madura. Carvalho destacou a proposta de um senador que reforça o princípio de que o negociado deve prevalecer sobre o legislado, como alternativa para ampliar a flexibilidade nas relações de trabalho.
O representante da Fiepa também avaliou que constitucionalizar o tema geraria rigidez excessiva. Ele defendeu que o debate deve ser técnico e equilibrado, longe das pressões do calendário eleitoral, citando fatores como juros elevados e instabilidade geopolítica.

