A fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu pelo quarto mês consecutivo, atingindo 1,9 milhão de pedidos nesta quinta-feira (25). O número representa o patamar mais baixo registrado desde outubro de 2024, segundo a nova presidente do órgão, Ana Cristina Silveira, em Brasília, DF.
Ana Cristina Silveira afirmou que o governo busca ferramentas para garantir uma regularização duradoura dos requerimentos. Ela espera que o estoque em espera siga em queda gradual nos próximos meses, embora o instituto tenha enfrentado oscilações significativas no tempo de espera nos últimos anos.
Em junho, o número de pedidos represados diminuiu 267 mil, abaixo dos 366 mil registrados em maio. A presidente manteve o compromisso de zerar a fila de requerimentos fora do prazo até o fim de setembro, que atualmente soma 616 mil dos 1,9 milhão de pedidos totais. Ela explicou que a diminuição ocorrerá paulatinamente, enquanto o órgão ajusta fluxos e melhora a integração entre o Ministério da Previdência, Dataprev e INSS.
Um dos principais desafios citados é a estabilidade dos sistemas do INSS. A presidente declarou que, após trabalho conjunto, não houve queda de sistema no último mês. Além disso, o INSS reorganizou prioridades, remanejando 10% de servidores da reabilitação profissional para atender pedidos iniciais e desacelerando o pente-fino do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O quadro de servidores do INSS sofreu redução drástica, caindo para 17,8 mil no início de 2026. Por isso, a nova gestão solicitou um pedido emergencial de 2.000 novos concursados para 2027, além dos 300 já nomeados neste ano, visando repor o pessoal e ampliar o atendimento presencial.

