A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifestou preocupação com a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex). A entidade se opõe à renovação de cotas de importação para veículos eletrificados desmontados e semidesmontados (CKD e SKD), medida que beneficia o modelo defendido pela BYD.
A Firjan afirmou que a manutenção das cotas pode representar um desafio às políticas industriais da Nova Indústria Brasil (NIB), programa federal voltado a estimular a produção nacional e o desenvolvimento tecnológico. A manifestação amplia o movimento de outras entidades, como Anfavea e Fiesp, que já haviam criticado a retomada das cotas.
A crítica da Firjan foca no impacto sobre a indústria automotiva do Rio de Janeiro, setor que gera cerca de 11 mil empregos diretos e 24 mil postos de trabalho na cadeia produtiva. A federação apontou que a renovação das cotas vai contra a tendência de grandes mercados, como Estados Unidos, União Europeia e Canadá, que elevaram barreiras tarifárias.
A decisão do Gecex, tomada na terça-feira (23), manteve o cronograma de elevação tarifária, mas recriou cotas com alíquota zero para CKD e SKD por seis meses. Para as entidades, o ponto central não é a transição energética, mas o modelo de desenvolvimento, pois benefícios à importação prolongados reduzem o incentivo à produção local e à geração de empregos qualificados.

