A polícia procura um homem apontado como chefe de um esquema de falsas operações na Bolsa de Valores, que segue foragido. A informação foi confirmada pelo delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). O esquema movimentou cerca de R$ 440 milhões e fez mais de 300 vítimas em dois anos e meio.
Segundo o delegado, o principal investigado é alvo de mandado de prisão e não foi localizado. Informações iniciais indicavam que ele estaria em Ciudad del Este, no Paraguai, no início deste ano. ‘Ele foi ouvido por videoconferência em 2025 e disse que estava à disposição. Mais recentemente, tivemos informações de que estaria no Paraguai. Depois disso, não tivemos mais notícias’, afirmou Alcântara.
Uma das vítimas registrou prejuízo de R$ 1 milhão, maior valor identificado até agora. A polícia continua analisando movimentações financeiras obtidas após quebra de sigilo bancário. Na segunda fase da Operação Extrema Confiança, foram cumpridos mandados em Timon e São Luís contra dois homens, de 40 e 28 anos, suspeitos de atuar na atração de novas vítimas.
A empresa XTREME TRADE, apontada como fachada para captar recursos sob promessa de rendimentos de até 10% ao mês, teve atividades suspensas por decisão judicial. Ao final da investigação, o registro da empresa pode ser extinto caso comprovado o uso criminoso.

