Pesquisadores descobriram que todos os 20 dentes analisados pertenciam a mulheres. Os fósseis da espécie Homo naledi, encontrados em uma caverna na África do Sul, revelam uma prática de enterrar mortos diferenciada por gênero.
Um estudo recente realizado por cientistas do Globe Institute da Universidade de Copenhague e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, liderado pela cientista molecular Palesa Madupe, analisou proteínas antigas em dentes de 20 indivíduos encontrados na Câmara Dinaledi, dentro do sistema de cavernas Rising Star, na África do Sul. Todos os dentes pertenciam a mulheres, surpreendendo a comunidade científica.
O Homo naledi, uma espécie de hominídeo minúscula com cérebro menor que o de um chimpanzé, foi descrito pela primeira vez em 2015. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que essa espécie enterrava deliberadamente seus mortos nos confins da caverna, prática antes considerada exclusivamente humana.

