Empresas nos Estados Unidos enfrentam um dilema com o alto custo das ferramentas de inteligência artificial. Funcionários utilizam tokens caros em tarefas simples, como criar jogos ou converter documentos, desperdiçando recursos.
A situação ocorre enquanto empresas de tecnologia investem bilhões no desenvolvimento de IA. A firma de fintech Slash, por exemplo, incentivou o uso de ferramentas de codificação por IA, prática conhecida como tokenmaxxing, com o objetivo de aumentar a produtividade. Contudo, o custo dos modelos de linguagem avançados se mostra alto para a utilidade gerada.
No caso da Slash, um colaborador gastou US$ 80.000 em tokens para codificar um jogo de vídeo chamado “brainrot shooter”. Em outro setor, a consultoria Accenture registrou que trabalhadores não técnicos usam orçamentos corporativos de IA para converter arquivos PDF em apresentações PowerPoint. Justice Kwak, chefe de estratégia de IA da Accenture, disse em reunião interna que o consumo de tokens é impulsionado por esses colaboradores não engenheiros.
Analistas apontam que o mercado de IA deve se estabilizar em um preço justo quando os modelos gerarem valor real para as empresas. No entanto, o desperdício atual expõe a discrepância entre o custo exorbitante da tecnologia e o retorno prático em ambientes corporativos.

