Três gigantes da tecnologia — IBM, BlackBerry e Nokia — buscam retomar relevância no mercado financeiro após anos de declínio. Enquanto BlackBerry e Nokia apresentaram fortes aumentos percentuais em seus valores, a análise histórica indica que apenas empresas que abandonam o setor de consumo e se concentram em serviços empresariais tendem a persistir.
A trajetória de empresas caídas no setor de tecnologia mostra um padrão consistente: a sobrevivência ocorre quando a companhia migra o foco do consumidor para um nicho empresarial robusto. Este modelo foi exemplificado pela IBM, que, em 1993, mudou o foco de hardware para serviços e consultoria, seguindo um roteiro que outros gigantes tentaram replicar.
A IBM, sob a gestão de Arvind Krishna, segue esse caminho, ancorando a empresa em nuvem híbrida, mainframes e inteligência artificial generativa. A receita do primeiro trimestre de 2026 cresceu 9,5% ano a ano, e a linha de mainframes IBM Z cresceu 51% enquanto empresas se adaptavam a cargas de trabalho de IA. A empresa mantém um histórico de aumento de dividendos por trinta anos consecutivos.
BlackBerry reemergiu focada em software embarcado e comunicações seguras, com receita no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027 atingindo US$ 152,9 milhões. Por outro lado, Nokia, após vender sua divisão de telefonia móvel, posiciona-se como fornecedora de infraestrutura de IA e telecomunicações, registrando US$ 2,8 bilhões em receita de redes ópticas no quarto trimestre de 2025.

