Uma comitiva do governo federal realizou encontros em Poços de Caldas e municípios vizinhos entre 25 e 26 de junho para debater o futuro da exploração de terras raras no Sul de Minas. As reuniões, que envolvem agentes políticos, moradores e empresas, visam discutir os impactos sociais, ambientais e econômicos da atividade.
Terras raras são minerais estratégicos utilizados em tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas, celulares e equipamentos de defesa. A mineradora Viridis produz carbonato de terras raras na cidade. No Instituto Federal do Sul de Minas (IF Sul de Minas), os participantes receberam um dossiê de entidades da sociedade civil com demandas sobre a implantação da mineração na região.
O IF Sul de Minas, em parceria com a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), já apresentou ao Ministério da Ciência e Tecnologia uma proposta para criar um centro de pesquisas em terras raras no Parque Tecnológico da instituição. O diretor do IF Sul de Minas, Rafael Neves, declarou que o Planalto da região vulcânica pode corresponder a 15% das terras raras do planeta em menos de dois anos.
A agenda incluiu encontros abertos à população, como uma reunião com moradores na Escola Municipal Maria Ovídia Junqueira, em Poços de Caldas, na quinta-feira. Na sexta-feira, os encontros seguiram em Caldas e em Andradas, dando continuidade ao diálogo sobre o tema.

