Greves educacionais em Espanha causaram prejuízos financeiros significativos a professores, afetando diretamente os orçamentos familiares. Professores relataram perdas que variam de milhares de euros, forçando adiamentos de gastos pessoais e mudanças em planos de vida.
Uma professora de Valenciano, em um instituto público de Castellón, perdeu 3.600 euros devido à greve indefinida que começou em 11 de maio e foi suspensa em 11 de junho. A educadora afirmou que a quantia afetou seus planos de curto e médio prazo, levando-a a adiar reformas em sua residência e a troca de equipamentos eletrônicos.
O impacto financeiro é ainda maior em outros casos. Um casal de professores em Mislata, na província de Valencia, calculou que o prejuízo atingirá cerca de 7.000 euros após 22 dias de paralisação. Segundo o casal, a situação levou à consideração de abandonar o curso de sua filha mais nova.
Em Madrid, uma educadora infantil acumulou 28 dias de greve desde abril. A paralisação reduziu seu salário de 1.300 euros a quase metade, obrigando a profissional, de 40 anos, a retornar à casa dos pais para morar.

