Fernando Haddad defendeu a aplicação da lei sem distinção política após a Polícia Federal investigar um senador em operação de combate à corrupção. A ação, parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, apura supostos esquemas de fraude e recebimento de vantagens indevidas no Banco Master.
Haddad declarou, em entrevista, que “a lei tem que ser aplicada independentemente de torcida” e que torce pela realização da Justiça. A investigação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, resultou na apreensão de US$ 55.000 e 33.000 euros em espécie, somando cerca de R$ 471 mil.
A apuração foca em suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens ligadas ao Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Os investigadores também analisam a aquisição de um apartamento em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões. Além disso, foi identificada uma transferência de R$ 3,5 milhões de uma empresa ligada a Augusto Lima para familiares do parlamentar.
O ex-ministro comentou que a proximidade política não pode impedir a atuação das instituições. Ele afirmou: “Eu vou lamentar se uma pessoa próxima a mim errou, porque é uma pessoa que eu conhecia. Mas eu não posso desejar, até para o bem da sociedade, que a lei não seja aplicada”.

