O modelo de inteligência artificial Claude Mythos, desenvolvido pela Anthropic, demonstrou capacidade de superar humanos em ataques cibernéticos. A ferramenta, que funciona como um ‘hacker automatizado’, identificou mais de 10 mil vulnerabilidades críticas, gerando preocupação entre reguladores e o setor financeiro mundial.
A tecnologia do Mythos analisa códigos, detecta falhas e sugere formas de exploração em escala inédita. Segundo a Anthropic, grupos especializados em testes de invasão localizaram falhas em códigos com décadas de existência. O balanço da empresa revelou mais de 10 mil vulnerabilidades de alta ou crítica gravidade, incluindo mais de 6 mil em projetos de código aberto.
A preocupação com o risco se intensificou em reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington D.C. O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, declarou que o tema exigia atenção global. Especialistas apontam que o setor financeiro é altamente exposto, pois sistemas complexos e antigos contêm falhas difíceis de detectar manualmente.
Diferente do trabalho humano, que é limitado por tempo e talento, a IA executa a mesma análise em minutos e opera em paralelo em diversos sistemas. Além disso, a dependência de provedores de nuvem e bibliotecas de código aberto compartilhadas faz com que uma falha em camadas comuns afete centenas de instituições simultaneamente.

