Um programa piloto do Medicare, que utiliza inteligência artificial para autorização prévia, começou a negar tratamentos médicos a idosos em seis estados dos EUA. O sistema, conhecido como WISeR, aplica a revisão de IA a procedimentos específicos, como estimuladores nervosos, em Arizona, Nova Jersey, Ohio, Oklahoma, Texas e Washington.
O modelo WISeR, lançado em 1º de janeiro de 2026 pelo Center for Medicare and Medicaid Innovation, aplica autorização prévia guiada por IA em procedimentos do Medicare de pagamento por serviço. A lista de serviços sob revisão inclui substitutos de pele e tecidos, implantação de estimuladores nervosos elétricos e certas cirurgias de joelho. Senadores alertaram o Secretário de Saúde sobre o atraso e a negação de procedimentos.
A estrutura de pagamento dos fornecedores de IA gera preocupação, pois eles recebem parte de seus lucros com as economias geradas para o Medicare. Grupos de defesa e médicos relataram taxas de aprovação menores que as vistas em planos Medicare Advantage. Para beneficiários do Medicare Original, a negação de um procedimento pode forçar o pagamento integral, como no caso de um estimulador medular que custa entre US$ 30.000 e US$ 50.000.
Beneficiários em estados piloto devem confirmar o status de autorização antes de agendar qualquer procedimento na lista WISeR. Caso haja negação, é possível entrar com uma reconsideração de Nível 1 em até 120 dias. A pressão política sobre o programa piloto é um fator, pois denúncias de constituintes podem levar a mudanças na política.

