Governos enfrentam dificuldades para reverter o aumento da dívida pública, impulsionado pelos gastos da pandemia e pela alta de juros em países como EUA e Alemanha. Arthur Wichmann, CIO da XP Inc., aponta a inteligência artificial como uma via para elevar a produtividade das economias.
Wichmann explica que o problema reside em democracias que precisam reduzir despesas, mas não possuem maioria política para tal. Diante desse quadro, ele identifica dois caminhos: a aceitação de inflação mais alta por parte dos bancos centrais ou um salto de produtividade gerado pela tecnologia. A IA se encaixa neste segundo cenário.
Romero Rodrigues, gestor de capital de risco da XP Asset, manifesta entusiasmo com o avanço da tecnologia, comparando o momento atual ao início da internet. Ele afirma que, diferentemente das ondas anteriores, a inteligência artificial atinge todos os setores de uma vez. Rodrigues também detalha que testes com sistemas de IA em startups, abrangendo cobranças e relatórios financeiros, apresentaram resultados positivos nos últimos quatro ou cinco meses.
Segundo Rodrigues, os ganhos de produtividade virão em cascata, mais cedo do que o mercado prevê. Ele também detalha que o desenvolvimento de robôs começará na indústria, com o custo de produção caindo continuamente, seguindo uma lógica de multiplicação.

