Um imigrante em Espanha expressou desilusão e angústia após anos de convivência no país. Ele relata que a ilusão inicial se perdeu diante do ódio e do asco percebidos no entorno, forçando-o ao isolamento.
O autor afirmou que, ao chegar à Espanha, sentia-se iludido, mas a consciência de sua negritude levou ao reconhecimento de hostilidade. O ambiente tornou-se cada vez mais hostil, obrigando-o a se fechar em si mesmo.
Atualmente, ele aguarda uma regularização migratória que não chega. Questiona se faz sentido continuar oferecendo parte de si a um Ocidente que o repudia, visto que o objetivo era crescer, aprender e trabalhar.
O imigrante descreveu o resultado como um “repliegue forçado de um caracol em meio à tormenta”. Seu desejo é sair do estado de sobrevivência e viver, em meio ao silêncio administrativo.

