A vice-prefeita de Ribeira, em São Paulo, foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por desviar R$ 41,2 mil de verba pública. O dinheiro foi usado para pagar um ritual de amarração amorosa. A gestora foi afastada do cargo em agosto de 2025.
A denúncia atribui à vice-prefeita crimes como peculato, fraude à licitação e associação criminosa. Segundo especialistas jurídicos, caso todas as acusações sejam confirmadas, as consequências podem ser severas, abrangendo esferas penal, administrativa, civil e eleitoral.
Um advogado analisou que, em uma projeção teórica, a soma das penas pode atingir cerca de 12 anos de reclusão. Além da esfera criminal, a condenação pode levar à perda do cargo público e à obrigação de ressarcir os cofres municipais. A Lei da Ficha Limpa também prevê inelegibilidade para agentes públicos condenados por crimes contra a administração.
O MP alega que os acusados integraram uma associação criminosa entre 2021 e 2024 para fraudar licitações na área da saúde. O repasse dos R$ 41,2 mil foi feito por meio de uma empresa contratada pela prefeitura.

