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Ciência e Saúde

Inteligência surge quando não se sabe o que fazer, diz neurocientista

Carla Fernandes
Última atualização: 28 de junho de 2026 06:11
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Manuel Martín-Loeches, professor de Psicobiologia, afirmou que a inteligência se manifesta no momento em que o indivíduo não possui um caminho claro para agir. O neurocientista explica que a mente opera como um ecossistema, e não como uma máquina racional, conectando profundamente emoção e raciocínio.

O especialista, responsável pela área de Neurociência Cognitiva do Centro Misto UCM-ISCIII de Evolução e Comportamento Humanos, traduz a complexidade cerebral em questões cotidianas. Ele aponta que a definição de inteligência evoluiu, mas hoje ela é entendida como a capacidade de aprender e resolver problemas. Martín-Loeches cita o psicólogo Carl Bereiter, que define inteligência como “aquilo que você usa quando não sabe o que fazer”.

A pesquisa científica mostra a interconexão entre os processos cognitivos e emocionais. Estudos, como os de Antonio Damasio, indicam que a tomada de decisões é afetada por alterações nos circuitos emocionais. Além disso, dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) confirmam que o desenvolvimento cognitivo inicial é fortemente moldado pelo ambiente.

Sobre teorias como a das inteligências múltiplas, Martín-Loeches discorda, alegando que a proposta de Howard Gardner carece de base empírica clara. Ele considera mais adequado falar em capacidades, pois a inteligência funciona como um fator geral que integra essas aptidões. O professor também ressalta que a vida digital, como qualquer estímulo, depende da qualidade das interações para moldar o cérebro.

TAGGED:desenvolvimento-cognitivoeducaçãoemoesinteligênciaNeurociênciasaúde mental
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