O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,41% em junho de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (25). O avanço mensal foi menor que a projeção de mercado, que esperava 0,44%, e o crescimento anual atingiu 4,80%.
Os maiores fatores de pressão sobre o índice geral foram a energia elétrica residencial, que subiu 2,04%, e a batata-inglesa, com alta de 29,42%. Outros itens que impactaram o cálculo foram a passagem aérea (7,24%) e o tomate (17,27%). A energia elétrica residencial foi o principal impacto individual de junho, devido à vigência da bandeira tarifária amarela, que adicionou R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos, segundo o IBGE.
Na categoria alimentação no domicílio, o aumento foi de 0,87% em junho, comparado a 1,73% em maio. Esse resultado foi influenciado pelas altas de batata-inglesa, tomate, feijão-carioca e cebola. Os subitens tomate, cenoura e batata-inglesa tiveram acumulados superiores a 100% de alta no primeiro semestre.
Em contrapartida, houve recuos em alguns itens. Os subitens com impacto negativo incluíram gasolina (-0,73%), etanol (-5,30%) e café moído (-3,69%). No grupo de transportes, os combustíveis registraram queda de 1,22% em termos de impacto. A maior alta do índice ocorreu em Brasília (0,93%), enquanto o menor resultado foi registrado no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador.

