A eventual abertura de capital da SpaceX na bolsa americana pode inaugurar um novo ciclo de investimentos em infraestrutura espacial. O executivo Thiago Muniz afirmou que o setor deixou de ser restrito a governos e passou a integrar a agenda de empresas privadas, criando um novo ecossistema de negócios.
Thiago Muniz, CEO da Receita Previsível e da B2B Stack, declarou que a SpaceX atua como provedora de infraestrutura para a economia espacial. Segundo Muniz, a companhia pode atrair investidores interessados em inovação e conectividade, comparando-a a uma “empresa de hospedagem do mundo inteiro”. As estimativas de mercado apontam um faturamento entre US$ 18 bilhões e US$ 24 bilhões, embora o executivo tenha alertado para o risco de “supervalorização” da operação.
Muniz comentou que a figura do empresário Elon Musk funciona como um ativo de marketing para a companhia, uma estratégia comum no mercado de tecnologia. Ele comparou essa dinâmica a fundadores de outras empresas de tecnologia. Para investidores brasileiros, a tese pode atrair interesse via BDRs, especialmente devido ao apelo da Starlink em regiões com acesso limitado à internet de qualidade.
Apesar do potencial, Muniz alertou que promessas, como data centers orbitais e ganhos com inteligência artificial, ainda carecem de comprovação de lucro efetivo. Ele explicou que os casos da SpaceX e de empresas de inteligência artificial, como OpenAI e Anthropic, são distintos, pois a SpaceX foca em infraestrutura, enquanto as empresas de IA possuem modelos de monetização próprios.

