O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que a agência nuclear da ONU deve evitar transformar relatórios técnicos em instrumentos de pressão política. Ele declarou que a perda da capacidade de supervisão em algumas instalações foi consequência dos ataques sofridos, e não da falta de cooperação do país.
Gharibabadi acrescentou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estaria usando as consequências dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra instalações nucleares iranianas para criar ambiguidade em torno do programa de Teerã. A declaração ocorreu após a AIEA enviar um relatório aos Estados membros na quinta-feira (4).
O primeiro relatório sobre o programa nuclear iraniano desde os ataques aéreos dos EUA e de Israel no final de fevereiro reiterou os apelos da AIEA para que Teerã explique o destino de estoques de urânio enriquecido. O urânio desapareceu após a campanha de bombardeio conjunta realizada no ano passado.
O relatório confidencial, visto por veículos de comunicação, destacou que a falta de acesso da Agência para verificar material nuclear por quase um ano gera preocupação de proliferação. A AIEA enfatizou ao Irã que é urgente implementar o Acordo de Salvaguardas do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).


