O Irã anunciou ataques contra alvos ligados às forças dos Estados Unidos em resposta a bombardeios americanos na costa sul iraniana. A ofensiva ocorre enquanto o Bahrein denuncia um ataque de drones atribuído a Teerã, que viola a soberania do país. As tensões aumentam em meio a disputas pelo Estreito de Ormuz.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou a ação como defensiva, alegando que os bombardeios americanos violaram a Carta das Nações Unidas. O governo iraniano não especificou os alvos atingidos. Poucas horas depois, o Bahrein comunicou que seu território foi alvo de um ataque com drones, o qual o governo bareinita considerou uma violação de sua segurança nacional.
Os militares americanos afirmaram que os bombardeios realizados na sexta-feira foram uma resposta a um ataque de drones contra um navio cargueiro no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) condenou o ataque, classificando-o como “agressão injustificada contra a navegação comercial”. O Irã, por sua vez, reafirmou sua autoridade sobre a navegação no estreito, alertando governos do Golfo contra alinhamento com Washington.
Em outro desenvolvimento regional, Israel e Líbano anunciaram um acordo para encerrar confrontos com o Hezbollah, que prevê desarmamento do grupo e retirada de tropas israelenses. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou que Washington cumpre o cessar-fogo, mas que a violência será respondida com violência.


