Irã e Israel suspenderam os ataques que ocorreram no fim de semana, após uma intensa escalada no Oriente Médio. A trégua, que se inicia após cento e um dias de conflito, é considerada frágil, e as últimas 24 horas foram as mais tensas desde o acordo de maio.
Forças israelenses bombardearam alvos do Hezbollah, grupo extremista libanês financiado pelo Irã, em Beirute, capital do Líbano, após ataques do grupo no norte de Israel. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana disparou mísseis contra Israel. As forças israelenses, então, atingiram sistemas de defesa aérea iranianos recém-reconstruídos e uma fábrica petroquímica ligada ao programa de mísseis balísticos do país.
A Guarda Revolucionária afirmou ter revidado, atacando uma fábrica israelense similar. O sinal de distensão veio pela televisão no Irã, onde militares iranianos declararam a suspensão dos ataques, mas ameaçaram ações “severas” caso as operações israelenses persistam. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também prometeu responder com “toda a força” se Israel for atacado novamente.
A pausa ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos solicitou que Irã e Israel parassem de atirar. Apesar disso, ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano continuaram, atingindo a cidade de Tiro nesta segunda-feira (8).


