Israel utilizou bombas de fósforo branco em áreas povoadas do sul do Líbano durante operações contra o grupo Hezbollah, segundo a imprensa internacional. O uso da substância, que gera alto poder de incêndio, foi registrado em cidades como Nabatieh e Tiro, com relatos de fumaça no dia 30.
Especialistas em armamentos identificaram os projéteis como M825A1, de fabricação norte-americana. Essas peças de artilharia de 155 milímetros liberam 116 fragmentos impregnados com fósforo branco, que se incendeiam ao contato com o ar. Embora o fósforo branco não seja proibido internacionalmente para sinalização, leis de guerra vetam seu uso deliberado contra civis ou em áreas urbanas devido aos danos severos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) explica que o componente provoca queimaduras profundas que podem atingir os ossos, além de causar danos respiratórios e falência de órgãos se inalado. A Human Rights Watch comentou que as queimaduras podem ser reativadas quando os curativos são removidos e a substância volta a expor-se ao oxigênio.
O governo libanês notificou as Nações Unidas sobre mais de 600 incêndios em florestas e áreas agrícolas causados pelo uso da substância desde outubro de 2023. O Exército de Israel declarou que seus procedimentos internos proíbem o uso dos projéteis em áreas povoadas, mas mencionou a existência de exceções, afirmando que o objetivo é a criação de fumaça para camuflagem.


