O juiz da Audiencia Nacional, José Luis Calama, rejeitou a imposição de medidas cautelares ao ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero, após sua declaração como investigado no caso Plus Ultra. A decisão ocorre apesar dos pedidos da Fiscalía e das acusações populares por risco de fuga.
O magistrado considerou que o fato de o ex-presidente ser uma figura de “notoriedade pública” dificulta que ele se posicione em situação de ilocalização ou se esquive do procedimento. As acusações pediam a retirada do passaporte por risco de fuga e a comparecimento do ex-presidente a cada 15 dias.
Zapatero responde a investigações por tráfico de influências, branqueamento de capitais, contra a Fazenda Pública e contrabando, todas ligadas ao empréstimo concedido a uma companhia aérea no caso Plus Ultra. Em sua declaração, ele negou ao juiz ter influenciado o resgate da empresa e afirmou que “jamais” teve sociedade fora da Espanha.
Em comunicado divulgado após o depoimento, o ex-presidente assegurou que autorizou voluntariamente a verificação de que não possui sociedades no exterior. Ele declarou: “Devolveré a confiança a quien ahora duda”.

