Uma juíza concedeu perdão judicial a uma ré em um caso de assassinato de filho, alegando que a mulher sofreu uma reação social desproporcional. A decisão, que envolveu a morte de uma criança de quatro anos, gerou críticas sobre a aplicação da lei no Brasil.
A juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que a ré foi submetida a um “massacre” público desde a morte do filho, sustentando que a sociedade exige da mulher o papel de “mãe perfeita”. Segundo a magistrada, um homem em circunstâncias idênticas não enfrentaria tratamento similar.
O caso trata do assassinato de uma criança de quatro anos, que foi torturada pelo amante da mãe. A ré sabia dos fatos e permaneceu ao lado do torturador. Os jurados reconheceram sua responsabilidade por omissão diante das agressões sofridas pelo filho.
O pai da criança declarou que buscará a anulação da decisão, afirmando que o filho foi morto pela terceira vez. Críticos apontam que a sentença utilizou a toga como instrumento de militância política, em vez de aplicar o Direito de forma imparcial.


