A juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, deve presidir o julgamento de policiais acusados de homicídio de uma mulher grávida. O caso envolve o assassinato de uma mulher de 24 anos, que morreu com 13 semanas de gestação, em junho de 2021.
A magistrada é a mesma que concedeu perdão a Monique Medeiros no julgamento do assassinato do garoto Henry Borel. Naquela ocasião, ela desclassificou a acusação contra a mãe, mudando-a de homicídio doloso para culposo. Simultaneamente, Elizabeth condenou o ex-vereador a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pelo homicídio qualificado de Henry.
A juíza justificou a decisão ao afirmar que a mãe já havia sido punida pela morte do garoto e pelo que ela denominou “massacre das redes”, alegando que houve “reação desproporcional da sociedade” diante do crime. Henry Borel morreu em março de 2021, aos 4 anos, após sofrer agressões físicas violentas.
A magistrada, formada em Jornalismo pela UFRJ e defensora pública, preside júris há mais de 20 anos, segundo a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Em abril, a Justiça fluminense pagou quase R$ 75 mil em vencimentos à juíza, incluindo salário e benefícios.


