Júlio Bressane, cineasta brasileiro, celebra 80 anos em 2026 e prepara o lançamento do longa “Pitico, Hermes Ayres Azevedo (1881-1959), Historiador da Província”. O filme fará sua estreia no Festival de Cinema de Munique, na Alemanha, no fim do mês, e será exibido no Festival de Cinema do Rio, em outubro.
O diretor, que construiu uma das carreiras mais longas do cinema nacional ao longo de mais de sessenta anos, explora no novo longa a ideia de que o tato é o sentido mais fundamental. “Pitico” acompanha um historiador de províncias, interpretado por Paulo Betti, que reúne documentos e registros de família para mapear o mundo de uma pequena província.
Para Bressane, o filme começa pelo tato e pelo poder da escrita, evoluindo para a valorização da audição com a introdução da era do rádio. “Naquelas letras, ele quer encontrar a carne de uma mulher, a carne viva”, disse o cineasta. O longa também conta com Josie Antello e Claudio Mendes.
O filme será o segundo lançamento de Bressane em 2026. No início do ano, ele apresentou o média-metragem “O Fantasma da Ópera” na abertura da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O diretor afirmou que incluir seu próprio processo de feitura é uma constante em sua obra.


