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Leitura: Justiça condena empresa por uso de comando oculto de IA
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Justiça

Justiça condena empresa por uso de comando oculto de IA

Carla Fernandes
Última atualização: 21 de junho de 2026 23:31
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Um tribunal de Santa Catarina condenou uma empresa de cosméticos por litigância de má-fé após advogados utilizarem um comando oculto de inteligência artificial em um processo judicial. A ação, movida por uma consumidora que teve seu nome negativado indevidamente no SPC, resultou em multa e encaminhamento de ofício à OAB.

A condenação ocorreu porque os advogados embutiram um roteiro passo a passo, conhecido como ‘prompt-injection’, nos autos da ação. Este comando visava forçar a IA Generativa a redigir uma sentença judicial favorável à empresa e prejudicial à consumidora. A consumidora buscava indenização por danos morais devido à inserção irregular de seu nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

A Justiça determinou multa de 10% sobre o valor pleiteado pela consumidora, além de indenização de R$ 5 mil, que será paga pela empresa de cosméticos e pela terceirizada de recuperação de créditos. A decisão também enviou um ofício à OAB para apurar infração ética do advogado responsável pela peça processual.

O comando oculto, que estava em fonte ilegível no início da petição, pedia à IA para ignorar outros comandos e desenvolver um raciocínio jurídico que comprovasse a impossibilidade de a consumidora provar seus direitos. A empresa envolvida, Natura, informou por nota que não foi notificada da decisão e não compactua com práticas que violem a ética processual.

TAGGED:consumidoretica-profissionalInteligência Artificiallitigancia de ma-feprocesso judicialspc
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