A Justiça italiana condenou um homem à prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa, uma brasileira, em setembro de 2024. O Tribunal de Pesaro, na região de Marche, aplicou a pena máxima após o crime ser classificado como feminicídio, precedido por histórico de violência doméstica.
A sentença, proferida pelo Tribunal de Pesaro, reconheceu agravantes como a crueldade do assassinato, a violência doméstica prévia e a presença dos filhos durante o crime. A decisão enviou uma mensagem de que o feminicídio não será tratado como crime comum no ordenamento jurídico italiano.
Além da punição criminal, a sentença determinou que o condenado responda civilmente pelos prejuízos causados aos familiares da vítima. O caso também evidencia a vulnerabilidade de mulheres migrantes, como a brasileira, que enfrentou isolamento e violência após se mudar para a Itália.
Apesar da condenação, o foco permanece na proteção dos três filhos menores, que permanecem sob custódia das autoridades italianas enquanto se avaliam as alternativas para sua guarda definitiva. A imprensa aponta que a prevenção continua sendo o instrumento mais eficaz para evitar desfechos extremos de violência de gênero.

