A Justiça de Minas Gerais manteve a prisão preventiva de um argentino de 63 anos, acusado de injúria racial. A decisão, proferida em 8 de junho, negou o pedido de liberdade do estrangeiro após um episódio ocorrido em trem turístico entre São João del-Rei e Tiradentes.
O magistrado Renan Bueno Ribeiro, da Vara Criminal da Infância e da Juventude de São João del-Rei, afirmou que os motivos para a custódia cautelar permanecem. Segundo a decisão, a gravidade da conduta, o risco de reiteração criminosa e a ausência de vínculos fixos em Minas Gerais reforçam a necessidade da prisão.
A prisão ocorreu após passageiros alertarem a mãe de uma criança de sete anos que o argentino estaria fotografando e filmando a menor sem autorização. Familiares encontraram mensagens em espanhol com referências à cor da pele da criança e sugestões de “levá-lo como escravo”, o que levou a Polícia Civil de Minas Gerais a prender o indivíduo em flagrante.
A defesa, conduzida por advogado criminalista, denunciou agressões físicas sofridas pelo detido sob responsabilidade do Estado. Apesar de manter a prisão, o juiz determinou a realização de exame de corpo de delito e providências para transferência de cela, visando preservar a integridade física do preso.

