A Justiça de São Paulo tornou ré uma influenciadora e advogada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão, assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual sobre supostas ligações financeiras com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A investigada, presa desde 21 de maio no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista, é alvo da Operação Vérnix, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O Ministério Público afirma que a influenciadora recebeu recursos oriundos de atividades ilícitas da facção criminosa.
A denúncia aponta que familiares e pessoas de confiança de membros do PCC movimentaram valores ilegais por meio de uma empresa de transportes. Parte desses recursos teria sido destinada à influenciadora, além de outros indivíduos, incluindo sobrinha de um conhecido como Marcola.
A Justiça rejeitou pedidos da defesa para transferência da investigada ou conversão da prisão preventiva em domiciliar. O Ministério Público sustentou que a condição de ter uma filha menor de 12 anos não justifica a concessão do benefício.

