A escrita literária não se aprende por fórmulas ou cursos técnicos, mas sim pela leitura atenta e pela vivência. O autor defende que a verdadeira matéria-prima do escritor nasce da alfabetização de mundo e da convivência constante com os livros.
O autor questiona a eficácia de oficinas de escrita literária que prometem atalhos, citando que grandes nomes como Machado de Assis tiveram formação primária em escola pública. Ele explica que a maestria em obras complexas não foi forjada em bancos escolares, mas sim na escola da vida, onde a vivência molda o olhar do indivíduo.
Para o escritor, a leitura funciona como uma imersão em diferentes épocas e lugares, ensinando ritmo e construção de palavras. O crítico literário Agripino Grieco afirmou que quantidade não é sinônimo de qualidade, reforçando a necessidade de uma leitura lenta e reflexiva. O poeta Sinésio Dioliveira compara os livros a uma necessidade vital, como fez Jorge Luis Borges.
A leitura de qualidade exige que o leitor pare diante de uma frase ou verso para analisar a primorosa construção do autor. O autor conclui que a oficina verdadeira ocorre ao conviver com vozes literárias, e não ao exibir certificados de cursos.


