O leque, acessório que varia em cores e estampas, evoluiu de um item utilitário a um símbolo de resistência na comunidade LGBTQIA+. O objeto, que tem origem na China por volta do século VII, passou a ser usado como ferramenta de comunicação não verbal e celebração de identidade.
A história do leque remonta à China, embora já fosse retratado em pinturas antigas do Egito, Assíria e Pérsia. O acessório chegou à Europa no século XV e consolidou sua linguagem social nas cortes francesas do século XVIII, tornando-se um símbolo de luxo e status no século XIX. No Brasil, sua introdução ocorreu no século XIX com a chegada da Família Real Portuguesa, sendo usado como instrumento de comunicação e flerte no período áureo.
Na comunidade LGBTQIA+, o leque se tornou um item performático, ligado à cultura ballroom, movimento de resistência criado em Nova York nos anos 1970. O ato de abri-lo e fechá-lo ritmicamente gera um som característico que pontua coreografias. Nos últimos anos, o objeto ganhou destaque em grandes eventos internacionais.
Momentos recentes consolidaram essa relevância. Em 2022, Beyoncé incorporou o uso sincronizado de leques na performance da música “Heated”, durante a turnê “Renaissance”. Mais recentemente, em 2024, o acessório foi visto na plateia de Madonna durante seu show na praia de Copacabana, e também em apresentações de outras artistas no Rio de Janeiro.


