Lesão por pressão, popularmente conhecida como escara, é uma complicação frequente em pacientes acamados, surgindo quando a pressão constante dificulta a circulação sanguínea. A prevenção é vital, pois a lesão pode evoluir para estágios graves, e a identificação precoce dos sinais é fundamental, segundo especialistas.
A lesão por pressão ocorre quando uma área do corpo, geralmente sobre um osso saliente, fica pressionada por tempo excessivo contra superfícies como colchões ou cadeiras. As diretrizes internacionais indicam que a escara representa um estágio avançado, onde o tecido sofre necrose e forma uma casca escura. Contudo, antes disso, a pele apresenta sinais como vermelhidão, aumento de calor e sensibilidade ao toque, alertando para a necessidade de intervenção.
A incidência do problema é alta; uma revisão apontou que o risco em pacientes cuidados em casa pode atingir quase 6 em cada 10 pessoas acamadas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica a prevenção como meta de segurança do paciente no sistema de saúde brasileiro. Fatores como idade avançada, desnutrição e dificuldade de mobilidade aumentam esse risco.
Para evitar a progressão, as recomendações incluem mudar a posição do paciente regularmente, geralmente a cada duas horas, e utilizar colchões específicos. Profissionais de saúde utilizam ferramentas como a Escala de Braden para avaliar o nível de risco individual. A especialista Micheline Sarquis reforça que a observação constante da pele e a busca por avaliação especializada são passos cruciais para evitar tratamentos longos e complexos.

