O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu desequilíbrios políticos, econômicos e sociais na ordem global durante a Cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, França, no dia 17 de junho. Em entrevista em Genebra, Suíça, ele defendeu investimentos em países em desenvolvimento e parcerias por minerais críticos.
Lula afirmou que levou ao encontro a defesa de uma distribuição mais equilibrada do crescimento econômico mundial. O presidente defendeu parcerias para a exploração de minerais críticos e terras raras, desde que a atividade gere valor nos países detentores das reservas. Segundo ele, o objetivo é evitar a lógica extrativista e repetir ciclos de exportação sem industrialização local. O presidente também chamou atenção para a necessidade de criar novos consumidores em nações menos desenvolvidas, por meio de investimento, emprego e salário.
Na esfera tecnológica, o presidente abordou temas de inteligência artificial e ambiente digital. Ele citou o ECA digital brasileiro como a regulação digital mais importante para jovens e adolescentes. O presidente participou de três sessões de debates com membros do G7 sobre solidariedade internacional, crescimento sustentável e implantação segura da inteligência artificial.
Ao final da cúpula, os países do grupo emitiram oito declarações negociadas, das quais o Brasil endossou três, conforme declarou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Essas declarações trataram de segurança digital para menores, cooperação contra o câncer e combate ao narcotráfico. Além disso, Vieira informou que serão lançadas negociações entre Japão e Mercosul na próxima cúpula do bloco, em Assunção, Paraguai, em 30 de junho.

