O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não participou da Marcha para Jesus nesta quinta-feira (4) para não sugerir que está tirando proveito político de um evento religioso. A justificativa foi dada durante uma ligação com o apóstolo Estevam Hernandes e o advogado-geral da União Jorge Messias.
Lula comentou que não participa de eventos religiosos em época de eleição, pois não deseja passar a ideia de usar algo sagrado para fins políticos. O presidente também celebrou o sucesso da Marcha para Jesus em São Paulo, evento que ele sancionou. Ele se referiu à Lei Federal nº 12.025, oficializada em 2009, que institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus.
Em outro contexto, o presidente discutiu a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Messias foi indicado por Lula, mas a oposição conseguiu barrar a nomeação no Senado, sendo o primeiro rejeitado para o cargo desde 1894, com 42 votos contra e 34 a favor.
Lula afirmou que pretende indicar Messias novamente, alegando que a rejeição anterior ocorreu por motivos políticos e não por falta de qualificação técnica. O presidente declarou que o Senado pode rejeitar nomes apenas se houver critérios objetivos, e não por mera oposição.


