A mãe de uma vítima fatal foi solta na tarde desta quinta-feira (4), após o julgamento em que ela e o ex-companheiro eram réus. O perdão judicial foi concedido pela juíza Elizabeth Machado Louro, que afastou a acusação de homicídio doloso contra a mãe.
Os jurados concluíram que a mãe cometeu homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar. Ela foi considerada culpada pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida pela vítima, recebendo pena de 1 ano e 4 meses de detenção, a ser cumprida em regime aberto.
O julgamento, que durou dez dias, foi o mais longo da história do Rio de Janeiro. Enquanto a mãe foi beneficiada pelo perdão judicial, o ex-companheiro foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte do enteado em 2021.
O pai da vítima criticou a decisão judicial, afirmando que a medida representa uma “terceira morte” do filho. O Ministério Público e a defesa do condenado informaram que pretendem recorrer das decisões. A vítima faleceu na madrugada de 8 de março de 2021, após sofrer 23 lesões, conforme laudo de necropsia.


