Mais de 423 deputados e senadores, o equivalente a 71,21% do Congresso Nacional, apoiam a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar o caso Master. Os pedidos, formalizados em oito requerimentos, buscam apurar os fatos envolvendo a instituição financeira. A iniciativa mobiliza grande parte da bancada, mas a instalação depende da decisão do presidente do Congresso.
A adesão no Senado foi notável, com 64 senadores assinando cinco pedidos de CPIs ou CPMIs até 22 de maio. Esse número representa 79% da bancada atual na Casa Alta e excede o mínimo de 27 assinaturas necessário para a abertura de uma CPI no Senado. Na Câmara dos Deputados, 359 deputados titulares demonstraram apoio à abertura de comissões para investigar o Banco Master.
Alguns requerimentos pedem a formação de comissões mistas. Um dos pedidos mais sensíveis, apresentado por um senador, incluiu no escopo da investigação ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta relação com o Master. A criação das comissões depende do aval do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que afirmou que a decisão é exclusiva dele.
Alcolumbre comentou que a pauta exige deliberação do Congresso, pedindo compreensão e se desculpando por não atender a demandas solicitadas por congressistas em sessões não previstas na pauta de deliberação.

