A Panobianco, segunda maior rede de academias do país, prevê que o barateamento de medicamentos para emagrecimento, como as canetas GLP-1, pode atrair até 4,5 milhões de novos alunos no Brasil até 2030. A companhia estima que os fármacos ampliarão em quase um terço o segmento, que hoje possui cerca de 15 milhões de alunos.
O CEO da Panobianco, Felipe Barth de Castro, afirmou que a evolução para versões em comprimido e a acessibilidade dos medicamentos impulsionarão a classe C para as academias. Ele disse que esse fenômeno pode aumentar a penetração do setor, que hoje registra apenas 7% no Brasil, enquanto nos Estados Unidos esse índice ultrapassa 25%.
Castro explicou que a relação entre o uso de medicamentos para perda de peso e o aumento da atividade física é um fator de mudança de hábito. Ele comentou que, ao perder peso, o indivíduo se sente melhor e passa a desejar ir à academia, além de entender que o exercício é necessário para potencializar o efeito do tratamento.
A rede Panobianco, que possui cerca de 1 milhão de clientes e 435 unidades, baseia sua projeção em modelagem da consultoria Visagio e dados de levantamentos de instituições como Morgan Stanley, UBS e IBGE.

