A busca e apreensão na casa do ex-presidente foi realizada na manhã desta quarta-feira (8) após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, apontar inconsistências nas informações fornecidas pela defesa sobre a localização de armas. O procedimento, que durou cerca de uma hora e meia, não resultou em achados.
O ministro Alexandre de Moraes declarou que a medida foi necessária devido à discrepância entre os dados dos registros e as informações apresentadas pela defesa. Segundo o ministro, a versão sobre uma pistola que estaria no Rio Grande do Sul não foi acompanhada de documentação idônea para comprovar a custódia do armamento.
A decisão de busca e apreensão foi tomada após o ministro determinar que todo o arsenal vinculado ao ex-presidente fosse entregue à Polícia Federal (PF). Moraes afirmou que a manutenção da posse de armas por ele é incompatível com o cumprimento de pena criminal.
A defesa havia informado ao STF que algumas armas já haviam sido entregues em 2023, enquanto outras estariam acauteladas em um batalhão militar. Contudo, o Exército informou que parte dos itens foi entregue à Superintendência da PF em Brasília, e a justificativa da defesa sobre uma espingarda em uma empresa importadora no Rio Grande do Sul foi considerada inconsistente pelo ministro.

