O mercado imobiliário de Curitiba demonstrou resiliência no primeiro trimestre de 2026, registrando crescimento de 6,4% no Volume Geral de Vendas (VGV), totalizando R$ 8,7 bilhões. A cidade mantém o quarto lugar entre os mercados verticais do Brasil, mesmo com a taxa Selic elevada.
A análise do setor aponta que o crescimento curitibano é sustentado por demanda real, e não por especulação. No período avaliado, a cidade comercializou 11.261 unidades, superando os 11.131 imóveis lançados. Esse indicador de absorção é crucial, pois mostra que o mercado está consumindo o que é ofertado.
A absorção imobiliária mede a saúde do setor ao relacionar lançamentos, velocidade de vendas e capacidade de consumo. Quando as vendas acompanham ou superam os lançamentos, o cenário indica equilíbrio entre oferta e demanda, o que gera liquidez saudável e previsibilidade para investidores e construtoras.
O setor em Curitiba apresenta um crescimento equilibrado, baseado em demanda consistente, renda compatível e urbanismo estruturado. Diferente de mercados impulsionados por excesso de crédito, a capital paranaense consolida uma trajetória mais estável, alinhada ao perfil de busca por qualidade de vida do comprador contemporâneo.


