A Meta incorporou tecnologia de reconhecimento facial em seus óculos inteligentes com inteligência artificial. A descoberta, feita por jornalistas, revelou um recurso interno chamado “NameTag”, que transforma rostos em assinaturas biométricas. Executivos da empresa reagiram à exposição, enquanto ativistas de privacidade alertam para os riscos de vigilância.
O recurso não lançado, denominado internamente “NameTag”, teria a função de transformar rostos capturados pelos óculos em assinaturas biométricas únicas. Essas assinaturas seriam comparadas com um banco de dados armazenado no celular do usuário, que recebe atualizações da Meta. A empresa afirmou que o recurso ainda não está ativo nem disponível para consumidores.
Em resposta à imprensa, a Meta classificou a descoberta como “sensacional” e exploratória. A companhia declarou que não há decisão final sobre o lançamento e garantiu que não está construindo um banco de dados facial central. Executivos da empresa contestaram a cobertura jornalística, alegando que ela foi “intellectualmente desonesta”.
Apesar de não estar disponível, especialistas apontam riscos significativos. Um tecnólogo da Electronic Frontier Foundation analisou o código e comentou que a Meta criou a capacidade de transformar clientes em uma “máquina de vigilância distribuída”. A empresa já enfrentou controvérsias sobre dados biométricos em anos anteriores.

